10/01/2017

novo ryan murphy? lee daniels emplaca nova série musical; conheça "star"


Depois do sucesso de "Empire", Lee Daniels parece ter encontrado o seu "pote de ouro no final do arco-íris" com as séries televisivas. Tanto que, além de Empire que já está em seu terceira temporada, Lee Daniels emplaca agora uma nova série, também na Fox, "Star". O panorama não é muito diferente: é o mundo da música e o elenco também é todo composto por atores negros (menos a principal que é tida como "branca", mas percebe-se que a série vai abordar muito essa questão ainda). A única diferença aqui é que sai o Hip Hop de "Empire" e entra o R&B. Você se lembra do gênero R&B? Sim, o mesmo que dominava as rádios em 2005 com Mariah Carey e Beyoncé.

Talvez seja pelo fato do diretor ter escrito e dirigido os dois primeiros episódios de "Star", mas acontece é que a série, mesmo que tenha um outro contexto diferente, segue muito a mesma dinâmica de "Empire", mesmo que seja em menor escala já que "Star" mais parece uma mistura de "Malhação" com "Rebelde". Temos uma protagonista osso duro de roer, drogas, problemas familiares e, obviamente, muita música. Em dois episódios, aconteceram 1001 fatos que, na verdade, não contribuíram em nada para o desenvolvimento da série. Pelo contrário, querendo dizer muita coisa, "Star" ainda não mostrou a que veio.

Star é uma garota órfã que resgata a irmã, Simone, de uma família abusiva. Com o sonho de ser uma grande estrela (claro!), Star foge com a irmã para a Atlanta e no caminho encontra também uma amiga de instagram (oie?), Alexandra, e juntas elas resolvem criar uma girlband. As três vão para Atlanta atrás da tutora legal de Star, uma cabeleireira interpretada nada mais nada menos do que Queen Latifah.

Já deu pra perceber que "Star" não é uma série com um roteiro muito primoroso, certo? Lenny Kravitz, Naomi Campbell e Bejamin Bratt parecem não se importar muito já que toparam participar da série. Em todo caso, obviamente, "Star" tem tudo para deslanchar na audiência, mesmo que tenha o roteiro pífio. A série vai explorar alguns dramas pesados que, se forem bem trabalhados, podem contornar algumas falhas no roteiro, além de ter uma trilha sonora espetacular. Se falhar em tudo, ao menos, a trilha é boa. Até o agora, é impossível comentar as atuações já que a série simplesmente não proporcionou nenhum grande momento para algum ator da série. Aliás, as três protagonistas até o momento mostraram-se ser ótimas cantoras e para por aí.

No final de tudo, "Star" é um guilty pleasure. Não é excelente, mas quanto a isso, nem "Empire" é, não é mesmo?

05/01/2017

2017: o ano em que as atrizes redescobriram a televisão


Todo mundo sabe que existe um pequeno (grande) seleto de atrizes que fazem apenas cinema. Ou seja, renegam a televisão. É de conhecimento geral também que a maioria das atrizes começam com pequenas participações na TV (todo mundo já tá cansado de saber das pequenas participações de Amy Adams em "Smallville" e "Buffy", não é?). Pois bem, se há algum tempo atrás "atrizes do alto escalão de Hollywood" fugiam de produções televisivas, hoje, participar de uma boa série pode ser a salvação para muitas delas. Seja porque a carreira no cinema não vai lá muito bem ou seja até por motivos financeiros (uma série de TV atualmente rende muito mais que um papel no cinema, a não ser que o ator participe de um blockbuster "arrasta quarteirão" como os filmes da Marvel e afins).

Em todo caso, algumas atrizes estão surpreendendo por aceitar papéis televisivos depois de tanto tempo negando "N" projetos.


Julia Roberts, por exemplo, começou com uma pontinha em "Crime Story" em 1987. Depois fez uma participação em "Miami Vice" e só em 1996 com "Friends" que ela topou fazer algo na TV. Também pudera, a sua participação na série é uma das mais icônicas do show. Depois em 2003 ela participou de "Freedom" em dois episódios e só voltou pra TV em 2014 com o premiado telefilme de Ryan Murphy, "The Normal Heart". A atriz agora está confirmada na dramédia "Today Will Be Different" que provavelmente estreia no segundo semestre deste ano. Baseado no livro escrito pela Maria Semple, a série vai retratar a vida de Eleanor Flood que decide tomar atitudes diárias mais positivas para melhorar a sua vida.

A série ainda não tem uma emissora pra chamar de "casa" (pelo menos ainda não foi divulgado), mas com Julia Roberts no papel principal sabemos que isso não vai demorar a acontecer.


Apesar da longa carreira, assim como Julia Roberts, Meryl Streep também nunca fez muita coisa na TV. O seu papel mais conhecido na televisão é a minisserie "Angels in America" de 2003 produzido pela HBO. Recentemente, a atriz fez algumas participações em "Web Therapy", série da ex-Friends, Lisa Kudrow. Meryl está confirmada em "The Nix", drama da Netflix que retrata a volta de uma mãe depois de anos em que ela abandonou a família. Ou seja, é uma série que vai render prêmios e prêmios pra Meryl lá em 2018 ou 2019 (alô, Emmy?).


Emma Stone também começou a carreira com pequenas participações em séries televisivas. Alguém viu ela em "A Paranormal"? A atriz também chegou a fazer parte de "Drive", uma série country que foi cancelada após 7 episódios. A participação mais conhecida da Emma nas séries foi na série "iCarly" que ela fez em 2012 enquanto estreava "O Espetacular Homem-Aranha". Emma declarou que topou participar da série por que era realmente muito fã do show. A atriz está confirmada em "Maniac", série de humor negro da Netflix. Jonah Hill também está confirmado e a estreia acontece neste ano.


Sarah Michelle Gellar não se enquadra no mesmo patamar que as atrizes dessa lista, porém, merece ser mencionada devido ao seu azar. Após o sucesso bombástico de "Buffy", Sarah até tentou um lugar ao sol no cinema e até conseguiu protagonizar alguns sucessos, porém, Sarah nunca conseguiu nada muito diferente do que a "mocinha loirinha em um filme de terror", e olha que ela tentou bastante (protagonizou até uma comédia romântica bem simpática ao lado de Alec Baldwin), mas o cinema não rolou do jeito que a atriz esperava.

Depois de tudo isso, Sarah tentou voltar à TV. A atriz protagonizou um piloto pra HBO, "The Wonderful Maladys", mas o projeto foi embargado e nem o piloto exibiram; depois Sarah protagonizou a versão americana de "A Usurpadora", a guilty pleasure "Ringer" e também não rolou, a série teve apenas uma temporada (e olha que era da CW!); depois a atriz ainda tentou a vida em outra série e em outra a emissora, o sitcom "The Crazy Ones" que ela protagonizava ao lado de Robin Williams. O sitcom também não foi pra frente, além da baixa audiência, Robin Williams faleceu logo após a exibição da série.

Ano passado, a atriz gravou o piloto de "Cruel Intentions", uma espécia de continuação do seu papel mais famoso no cinema (que tem o mesmo nome). Roger Kumble, o diretor original do filme, escreveu o roteiro e dirigiu o piloto e tudo parecia que ia dar certo para a nossa querida Buffy, porém, a NBC vetou a série alegando falta de espaço na grade. "Cruel Intentions" também não teve nem o piloto exibido.

Se a profissão como atriz não anda nada bem, Sarah Michelle pelo menos parece estar super feliz na vida pessoal e profissional (em outros aspectos). Sarah possui uma empresa focada em alimentos orgânicos, a Foodstirs, tem dois filhos e até hoje é casada com o também ator Freddie Prinze Jr., e ambos possuem a relação mais fofa do universo. E, sim, ainda acreditamos que a atriz vai conseguir novamente um grande papel na TV pra "chamar de sua".


Nicole KidmanReese Witherspoon e Shailene Woodley estarão juntas em "Big Little Lies" da HBO. Com estreia já pro mês que vem, a minissérie vai mostrar a vida de três mulheres que tem a vida entrelaçadas após um homicídio. Das três, a surpresa fica por conta da participação de Nicole Kidman. Com uma carreira extensa no cinema, Nicole fez apenas algumas participações na TV na década de 80, e parece que a atrz está cada vez mais disposta a dar uma "guinada" na TV já que a atriz também estará na segunda temporada da série britânica "Top of the Lake". A mais nova das três, Shailene, já vinha de diversas participações de séries, inclusive protagonizava uma série na antiga ABC Family, "A Vida Secreta de Uma Adolescente Americana". Já Reese, vira e mexe topava alguma participação, mas é a primeira vez que faz algo concreto na TV.


Vinda de uma linhagem de atores de Hollywood, os Barrymore, Drew fazia muita coisa na TV na década de 90, apesar de sempre seguir continuamente no cinema (mesmo com os problemas pessoais no caminho). Atualmente, a atriz anda sossegada na carreira de atriz já que decidiu se dedicar mais a família (a atriz tem dois filhos pequenos), porém, a atriz está mais do que confirmada em "Santa Clarita Diet", um sitcom da Netflix que ela protagonizará ao lado de Timothy Olyphant.


Naomi Watts possui duas indicações ao Oscar. Com uma carreira sólida no cinema, Naomi também parece ter decidido ampliar suas experiências na TV. A atriz protagonizará a série "Gypsy" da Netflix e também estará na terceira temporada de "Twin Peaks". A última participação de Naomi na TV foi na série "BoJack Hoseman" como ela mesma. Na década de 90, a atriz protagonizou a série "Sleepwalkers" e parece vir com tudo agora na TV. Enquanto "Twin Peaks" é apenas uma participação, "Gypsy" vem com a tarefa de ser uma série duradoura se agradar ao público.

OBS: "Twin Peaks" também marca à volta de Amanda Seyfried à TV. A atriz ficou conhecida após protagonizar inúmeras comédias românticas no cinema, porém, Amanda também fez muita coisa na TV, como a série "Big Love".


Christina Ricci tem o mesmo caso de Sarah Michelle Gellar, mas não tão igual. Enquanto Sarah bombava na TV com Buffy, Christina bombava no cinema com sucessos como "O Oposto do Sexo", "Monster" e "A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça", mas parece que de uns anos pra cá, a carreira da atriz não anda nada bem. Sem papéis expressivos no cinema, Ricci vem tentando uma série pra chamar de sua há algum tempo. Primeiro foi a série "Pan Am" (que revelou Margot Robbie), depois foi a série "Lizzie Borden". Primeiro a Lifetime fez um filme e depois tentou emplacar uma série com Christina no papel principal, mas "Lizzie Borden" não passou da primeira temporada. Agora, Ricci protagoniza a série "Z: The Beginning of Everything", série da Amazon que estreia esse ano. O piloto já deu o ar da graça e parece que agora vai! A série promete dar um novo suspiro para a carreira de Ricci.


Goldie Hawn é um caso que já falamos aqui no blog. A ariz decidiu se aposentar em 2002 após o lançamento de "Doidas Demais" e depois de 14 anos decidiu trabalhar um pouco. A atriz vai estrelar uma comédia ao lado de Amy Schumer e parece que vai estrelar uma série cômica para a Netflix ainda esse ano. Apesar de ser um boato, a chance disso acontecer é bem grande (e a chance de ter Diane Keaton e Bette Midler de acordo com alguns sites é grande também). Ou seja...

23/12/2016

nelly furtado lança clipe para segundo single do seu novo álbum; conheça "piper dreams"


Nelly Furtado não faz sucesso há um tempo, infelizmente, isso é um fato. Seu último álbum, "Spirit Indestructible" teve cinco singles, e ainda sim, não foi suficiente. Sem contar que a própria cantora teve que provar que os shows das turnês de divulgação do álbum estavam sim lotadas de gente (lembram disso?). Ou seja, foi sofrível pra cantora, mesmo que "Spirit Indestructible" seja praticamente uma bíblia de tão bom que é.

O bacana disso tudo é o seguinte: Nelly Furtado nunca demonstrou ficar muito abalada com isso. Pelo contrário, fez o que devia ser feito: seguiu o seu caminho. Pouco depois da divulgação do último álbum, Nelly chegou a dizer em uma entrevista que o novo álbum teria uma sonoridade diferente e que ela faria algo que realmente quisesse, sem se importar se faria ou não sucesso. E pronto. É exatamente isso o que Nelly vem fazendo desde então: realizando um álbum bacana para quem quiser escutar. Acredito que isso seja o suficiente para a própria cantora e também para o seu público fiel.


Dito isso, não vou negar: estou adorando a divulgação do novo álbum. "The Ride" será lançado em março do ano que vem e até agora ganhou dois singles: "Islands of Me" e "Piper Dreams", a última música teve o seu clipe lançado no último dia 20. Com uma storyline bem simples, Nelly anda pela casa se arrumando pra algo. O interessante é que o clipe foi gravado em fita cassete e possui um tom vintage bem bacana. Está certo que o efeito "anos 90" anda um tanto saturado no meio indie, mas quem liga, não é?

29/11/2016

jojo divulga clipe para "fab", terceiro single do recém-lançado "mad love"


Depois de dez anos sem lançar nenhum álbum por problemas com a Blackground Records que não aprovava nenhum material da cantora, Jojo conseguiu o que mais queria: a liberdade. Agora contratada da Atlantic Records (da grande Warner), Jojo já lançou dois EP's e, obviamente, o seu aguardado terceiro álbum de estúdio. "Mad Love" é facilmente um dos melhores álbuns pop's do ano. E, claro, um alívio pra carreira da cantora que, apesar de toda a dificuldade, sempre mostrou-se muito forte pra seguir na música.

E parece que o ano de 2016 vai ser sim o melhor ano pra Jojo. "Mad Love" alcançou a primeira posição da Billboard quando foi lançado e emplaca agora o seu terceiro single: "FAB". A música já tinha sido lançada como single promocional e agora ganha o título de single com a divulgação do clipe. Foi realmente a melhor escolha. "FAB" tem tudo pra ser um grande hit. A cantora aproveitou e já divulgou as datas da turnê "Mad Love" que começa ano que vem (shows por toda Europa e América do Norte, ou seja, nada de Brasil ou América do Sul, por enquanto).

Em todo caso, Jojo enfim alcançou tudo o que queria. E isso é maravilhoso, sim!

27/11/2016

algumas considerações sobre a volta (triunfal) das garotas gilmore


Quando eu terminei a maratona de "Gilmore Girls" em 2014 eu pensei em como seria maravilhoso se alguém resgatasse a série e fizesse uma oitava temporada. Tinha alguns rumores envolvendo um possível, mas nada concreto... Por algum motivo, eu sabia que a série ainda tinha chances. "Gilmore Girls" sempre teve uma legião de fãs e apesar de não ser aquele sucesso estrondoso, foi uma série equilibrada (em todos os sentidos), ou seja, parecia muito certo que em algum momento, "Gilmore Girls" teria uma segunda chance.

Apesar desse primeiro parágrafo sobre a volta da série, não vou fazer textão do quão maravilhoso isso é. Você sabe, a volta de "Gilmore Girls", porém, tenho que dizer que, enquanto via os quatro episódios, a sensação foi parecida como a de alguém "vendo um milagre acontecer", sabe? Deu impacto e foi surreal. Talvez seja coisa de fã xiita que queria muito que "revival" acontecesse. E até então, a ficha ainda não tinha caído.

Com quatro episódios de 90 minutos cada, "Gilmore Girls", com o acréscimo "A Year in The Life", volta com um objetivo: traçar o presente e o futuro das três garotas Gilmore (Lorelai, Rory e Emily). Como a própria criadora disse em uma entrevista, a série não é sobre romances ou um simples cotidiano familiar, e sim, sobre o desenvolvimento pessoal de cada uma dessas mulheres. E que mulheres! Incrível como as três no revival estão tão complexas e, estranhamente, completas. A identificação do espectador com as três personagens é fácil e incrível. E, aliás, engraçado perceber que Stars Hollow, em 2016, mesmo com toda a tecnologia que não tinha no início dos anos 2000, soa tão interessante e ainda mais acolhedora (é, de fato, um sonho de cidade). O tempo fez bem. "Gilmore Girls" precisava voltar com essa "maturidade".

Lauren Graham e Alexis Bledel demonstram que a invejável química em cena ainda continua. E que ambas tem gás pra muito, mas muito episódios mesmo! Agora com 32 anos, Rory é pintada como uma verdadeira adulta, e a atuação de Alexis é tão condizente com a Rory adulta que, ainda sim, tudo soa ingênuo ou inocente. Ou seja, um casamento perfeito da atriz com a personagem. Alexis entendeu a Rory, agora mulher (e cheia de falhas e dúvidas). Em uma cena em particular, você percebe isso. Lauren é um destaque inquestionável que eu nem preciso especificar, porém, o grande trunfo da série fica a cargo de Kelly Bishop, a Emily.

Emily nunca foi o destaque em "Gilmore Girls", apesar da personagem ter roubado a cena em diversos momentos. E é no revival que a personagem ganha o tratamento que sempre mereceu (o de uma garota Gilmore!). O roteiro a retrata com muita delicadeza e, principalmente, retrata com muita delicadeza todo o processo do luto e da personagem "reencontrando-se" no mundo. A trajetória de Emily no revival é belíssima de acompanhar.

De resto, está tudo ali. É como se não tivesse passado nove anos, como se não tivesse sétima temporada... Foi como visitar um velho amigo que você não via há tempos e morria de saudade.

Revisitar "Gilmore Girls" foi emocionante.

23/11/2016

veja o clipe de gabrielle aplin para a ótima "miss you"


A cantora britânica Gabrielle Aplin lançou ontem o vídeo para a sua nova música de trabalho, "Miss You". A música é a primeira amostra do EP que ela está prestes a lançar. "Miss You" é pop, é balada é uma delícia. Não é diferente de tudo o que a cantora já fez, mas apresenta sim uma certa diferença (só não me perguntem qual). 

Toda trabalhada na simplicidade, o vídeo musical acaba sendo uma ótima surpresa. O vídeo de "Miss You" tinha tudo pra ir num tom meio pastelão aka comédia romântica (pelo menos é o que eu imaginava para a música), mas "parafraseando" a nouvelle vague, um movimento do cinema francês, o vídeo apenas repercute a própria cantora em trocas de roupas e takes engraçadinhos. Simples e de muitíssimo bom gosto.