Mostrando postagens com marcador séries. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador séries. Mostrar todas as postagens

24/02/2024

o recomeço da doutora bridgit mendler


Após quase 4 anos afastada dos holofotes, Bridgit Mendler ganhou novamente destaque nas manchetes dos sites do mundo todo. E foi com uma boa notícia. Na verdade, mais de uma. A atriz e cantora agora é CEO de uma startup. A Northwood Space pretende produzir estações terrestres que se conectam a satélites, tornando a tecnologia mais acessível para empresas espaciais.

No mesmo dia, pelo twitter, Mendler contou aos seus seguidores que agora é mãe de um garoto de 4 anos. O processo de adoção tinha começado em 2021 e foi concretizado no Natal de 2022. A atriz é casada com o engenheiro mecânico, Griffin Cleverly, desde outubro de 2019.


Bridgit, definitivamente, teve os pés no chão e parou na hora que tinha que parar. Provavelmente ela já tinha o desejo de se aprofundar ainda mais nos estudos, mas o momento foi bem certeiro.

Ela vinha de um sucesso interessante da Disney. "Boa Sorte, Charlie" teve 98 episódios e durou de 2010 a 2014. Já fazia parte de uma nova era da emissora e foi, praticamente, a última sitcom a fazer sucesso.


Nesse meio tempo, como toda garota contratada pela Disney, lançou o seu debut álbum. "My Name Is..." foi um ótimo início. As músicas eram maduras e Bridgit mostrava um ótimo potencial para seguir na carreira. Mas 2012 já era um difícil para lançar um álbum puramente pop e adolescente - Lady Gaga tinha acabado de reformular o gênero. 

Após esse momento, a atriz participou da segunda e terceira temporada de "Os Impegáveis". Uma sitcom adulta que fez sucesso, mas não foi pra frente por causa do humorista Chris D'Elia. As acusações de assédio contra o ator começaram nesta época. Obviamente, a série foi cancelada.


Ainda de acordo com o IMDb, Mendler participou de um filme pra TV, "Thin Ice", em 2017 (não consta nem mesmo um trecho disso no youtube). E, em 2019, ela fez a sua última tentativa no campo da atuação: "Feliz Natal e Tal", da Netflix. A sitcom que mostrava uma reunião familiar durante o período do Natal poderia ter rendido mais. Com um elenco forte que contava com Dennis Quaid e Ashley Tisdale, o programa tocava em alguns assuntos atuais e tinha uma "vibe" bacana. O problema é que, ainda assim, parecia datado. Era uma série feita em 2019 que parecia ser feita em 2005 - os recursos também pareciam limitados.

É perceptível que os trabalhos estavam ficando difíceis e a atriz chegou naquele dilema: "tento mais ou....?". Bem, ela não tentou.


Não dava pra ir para a música, Mendler já era uma artista independente e os últimos singles (todos excelentes, aliás) já não tinham nenhuma participação de uma grande gravadora. E, mesmo sendo conhecida, ela não tinha uma carreira tão sólida. E se continuasse como atriz, mesmo sendo muito boa no ofício, provavelmente, iria viver de fazer filmes natalinos e projetos pequenos em serviços de streaming - algo que vem se tornando bem comum, principalmente para atrizes que estão perto dos 30. Não que isso seja ruim, claro, mas acho que todo mundo que sair de casa pra fazer algo "grande", não é mesmo?

Bem, e foi o que ela fez.


Em 2016, Bridgit se formou em antropologia pela Universidade do Sul da Califórnia. No ano seguinte, ela conseguiu uma bolsa no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e continuou na instituição, em 2018, com uma pós-graduação. Ela já é mestre e atualmente faz doutorado em filosofia. Segundo com a página do Linkedin da atriz, ela também faz atualmente um doutorado em Direito, em Harvard.

O instagram da atriz não recebe atualizações desde janeiro de 2022 e, é pelo twitter, que ela alimenta os fãs com algumas informações. Quase sempre é da sua vida acadêmica e, de vez em quando, ela solta algumas promessas de música nova. Dá pra ver que ela sempre está produzindo alguma coisa. Se alguém um dia ainda vai ouvir, aí é outros 500...

A questão é que Bridgit Mendler parece estar muito feliz e, o mais principal, plenamente realizada. Que seja realmente uma lição: recomeçar é importante. Não importa quando, em que momento e com quem. Recomeçar, aliás, é essencial. E isso é uma boa lição vindo da Doutora Bridgit Mendler.

20/02/2024

christina ricci: o renascimento

No último texto publicado neste blog, falei sobre a carreira da Christina Ricci. "Paranoia", filme com 18% de aceitação no Rotten Tomatoes, tinha acabado de ser lançado. Os projetos posteriores não foram felizes. Veio "Fuga do Hospício - A História de Nellie Bly", da Lifetime; a comédia romântica "10 Things We Should Do Before We Break Up" e "Um Amor Após a Vida" - filmes que não chegaram no grande público.

Mas, em 2021, em um mundo quase pós-pandêmico, Ricci finalmente conseguiu uma série pra chamar de sua e, melhor ainda, sucesso de público e crítica. "Yellowjackets" fez o mundo lembrar que Christina Ricci ainda estava ali. E, óbviamente, ela estava ansiosa por isso. Como a maré de sorte nunca vem sozinha, trouxe um papel regular em "Wandinha" - série de sucesso da Netflix -, e uma indicação no Emmy deste ano.


Porém, nem tudo são flores.

Christina Ricci continua em Yellowjackets e também continua em Wandinha, mas o bom momento ainda não reflete na tela grande.

Pôster que consta no IMDb

"The Dresden Sun", ficação científica dirigida pelo novato Michael Ryan, cheira a filme B. Não que isso seja ruim, mas não parece que esse é o intuito (sinopse? "ladrões se juntam para roubar um importante artefato de uma grande corporação"). O longa ainda conta com Mena Suvari (Beleza Americana) - o que já deixa tudo ainda mais duvidoso.

"Unplugged", que também possui um diretor estreante, teve uma sinopse um tanto... duvidosa (também). Uma roqueira enfrenta dificuldades e decide se conectar com a terra em uma missão de autodescoberta, mas ela tenta conciliar com a carreira artística - tal qual Hannah Montana. Se bem que, o longa é uma animação, então talvez venha realmente algo bom (não foi divulgado se será algo infantil ou adulto).

Ainda tem "Guns Up" - que parece ser o mais popular dos projetos futuros listados no IMDb da atriz. Dirigido e roteirizado por Edward Drake,  que possui vários filmes recentes com Bruce Willis como "Invasão Cósmica" e "Emboscada", "Guns Up" retrata uma missão de um ex-policial e pai de família que trabalha como capanga da máfia. Além de Ricci, o longa tem Kevin James e Luis Guzmán.

Não se pode ter tudo, mas é bom ver que a persistência pode resultar em algo positivo. Christina Ricci realmente prova isso.

E o Satélite Assassino, claro, estará vivo para ver essa jornada em uma noite vitoriosa no Oscar. A gente sabe que vai acontecer. Não é?

27/11/2016

algumas considerações sobre a volta (triunfal) das garotas gilmore


Quando eu terminei a maratona de "Gilmore Girls" em 2014 eu pensei em como seria maravilhoso se alguém resgatasse a série e fizesse uma oitava temporada. Tinha alguns rumores envolvendo um possível, mas nada concreto... Por algum motivo, eu sabia que a série ainda tinha chances. "Gilmore Girls" sempre teve uma legião de fãs e apesar de não ser aquele sucesso estrondoso, foi uma série equilibrada (em todos os sentidos), ou seja, parecia muito certo que em algum momento, "Gilmore Girls" teria uma segunda chance.

Apesar desse primeiro parágrafo sobre a volta da série, não vou fazer textão do quão maravilhoso isso é. Você sabe, a volta de "Gilmore Girls", porém, tenho que dizer que, enquanto via os quatro episódios, a sensação foi parecida como a de alguém "vendo um milagre acontecer", sabe? Deu impacto e foi surreal. Talvez seja coisa de fã xiita que queria muito que "revival" acontecesse. E até então, a ficha ainda não tinha caído.

Com quatro episódios de 90 minutos cada, "Gilmore Girls", com o acréscimo "A Year in The Life", volta com um objetivo: traçar o presente e o futuro das três garotas Gilmore (Lorelai, Rory e Emily). Como a própria criadora disse em uma entrevista, a série não é sobre romances ou um simples cotidiano familiar, e sim, sobre o desenvolvimento pessoal de cada uma dessas mulheres. E que mulheres! Incrível como as três no revival estão tão complexas e, estranhamente, completas. A identificação do espectador com as três personagens é fácil e incrível. E, aliás, engraçado perceber que Stars Hollow, em 2016, mesmo com toda a tecnologia que não tinha no início dos anos 2000, soa tão interessante e ainda mais acolhedora (é, de fato, um sonho de cidade). O tempo fez bem. "Gilmore Girls" precisava voltar com essa "maturidade".

Lauren Graham e Alexis Bledel demonstram que a invejável química em cena ainda continua. E que ambas tem gás pra muito, mas muito episódios mesmo! Agora com 32 anos, Rory é pintada como uma verdadeira adulta, e a atuação de Alexis é tão condizente com a Rory adulta que, ainda sim, tudo soa ingênuo ou inocente. Ou seja, um casamento perfeito da atriz com a personagem. Alexis entendeu a Rory, agora mulher (e cheia de falhas e dúvidas). Em uma cena em particular, você percebe isso. Lauren é um destaque inquestionável que eu nem preciso especificar, porém, o grande trunfo da série fica a cargo de Kelly Bishop, a Emily.

Emily nunca foi o destaque em "Gilmore Girls", apesar da personagem ter roubado a cena em diversos momentos. E é no revival que a personagem ganha o tratamento que sempre mereceu (o de uma garota Gilmore!). O roteiro a retrata com muita delicadeza e, principalmente, retrata com muita delicadeza todo o processo do luto e da personagem "reencontrando-se" no mundo. A trajetória de Emily no revival é belíssima de acompanhar.

De resto, está tudo ali. É como se não tivesse passado nove anos, como se não tivesse sétima temporada... Foi como visitar um velho amigo que você não via há tempos e morria de saudade.

Revisitar "Gilmore Girls" foi emocionante.

21/11/2016

com volta à atuação garantida, goldie hawn completa 71 anos de idade!


Goldie Hawn completa hoje 71 anos de idade. Rainha das comédias (românticas) americanas na década de 70 e 80, Goldie decidiu aposentar-se em 2002 com o filme "Doidas Demais" no qual protagonizou ao lado de Susan Sarandon. Acontece que, Goldie, é praticamente um patrimônio americano. É aquela típica atriz que, quando quer, consegue 'fazer' muito bem e, quando não quer, bem... também o faz bem, sabe?

De fato, acredito que Goldie nunca se preocupou muito com a carreira. Quer dizer, não lembro de nenhuma tentativa - nem mesmo frustrada - da atriz em dar uma guinada na carreira, ou seja, se tornar uma Meryl Streep, entende? Goldie parece que nunca se preocupou com as validações da indústria, muito pelo contrário.. Sempre pareceu extremamente confortável na posição em que alcançou. E olha que não foi pouco... Goldie até abocanhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 1970 pelo filme "Flor de Cacto".


Casada com Kurt Russell desde 1983 e mãe de Kate Hudson (que adotou Kurt como pai) e Oliver Hudson (citei apenas os dois já que ambos também são atores (e diga-se de passagem, bem conhecidos)), Goldie apenas percebeu que precisava parar na hora certa. Com "apenas" 33 créditos no IMDb, é perceptível que a atriz fazia apenas papéis que realmente a animassem, ou melhor dizendo, que ela gostaria de assistir no cinema. Talvez isso explique, por exemplo, um dos piores filmes já feitos: "Ricos, Bonitos e Infiéis", conhecido por ser um dos filmes mais caros de Hollywood e também o mais fracassado. O motivo? Não conseguiu recuperar um mísero centavo do investimento quando lançado. E, até hoje, uma das piores bilheterias de um grande filme de Hollywood.

Mas nem de fracassos vive a mulher. Goldie pode falar que fez filmes maravilhosos e que, com o tempo, se tornaram pequenos "clássicos contemporâneos" como "O Clube das Desquitadas" (sério: melhor filme!), "A Morte Lhe Cai Bem" (sério: outro melhor filme - e com Meryl Streep também!!) e o primeiro filme de Steven Spielberg, "Louca Escapada". Nas décadas de 70, 80 e 90 só dava... Goldie Hawn!


E tudo isso é apenas pra falar o que muitos já sabem: Goldie está de volta. Após 14 anos afastada de tudo, Goldie topou participar de uma série televisiva ano que vem. Ao que tudo indica, é uma série encomendada pela Netflix. Obviamente, é uma comédia que até agora vem sendo chamada apenas de "Mother-Daughter" e também terá um pouco de ação. Além de Goldie, outro nome confirmado é o da comediante Amy Schumer. E tudo indica que pode ter Bette Midler no meio também (o que seria de glorificar de pé). Provavelmente, será rodado no primeiro semestre de 2017.

E é isso... Vida longa à uma das melhores atrizes do cinema hollywoodiano, e uma das mais simpáticas, Goldie Hawn.


30/09/2016

sarah hay: atriz é confirmada em nova produção do canal showtime

Antes de tudo: se você não assistiu "Flesh and Bone", assista. Foi nessa série, lançada ano passado, que o mundo conheceu Sarah Hay, bailarina americana de calibre que agora se envereda pela atuação. Apesar do rostinho de lolita, Sarah Hay já tem 29 anos e já possui no seu currículo o filme "Cisne Negro". Você até pode não ter enxergado a atriz no filme, mas foi Sarah a responsável por todas as cenas em que Natalie Portman aparece dançando. Sim, Sarah Hay, foi dublê de Natalie no filme.

Ironicamente, ou não, "Flesh and Bone" retrata o mundo do balé e suas agruras e até lembra, e muito, o filme "Cisne Negro". Pelo menos, no modo sombrio que a trama é conduzida, ambas acabam sendo idênticas. Porém, "Flesh and Bone" consegue, se possível, ir um pouco além e abrange outros assuntos, também profundos. Sarah Hay, reconhecida pela crítica pelo ótimo desempenho na série, chegou a ser indicada ao Emmy deste ano (Melhor Atriz em Série Limitada de Televisão - traduzido grosso modo do que está no IMDb).

"Flesh and Bone" não passou da primeira temporada e foi finalizada. O canal, Starz, alegou que a série desde o início era, na verdade, apenas uma minissérie, porém, agora Sarah pode, de fato, dizer que além de bailarina é também atriz, e pelo visto, vai continuar dando batente em ambas as profissões. A atriz já está gravando outra série, "I'm Dying Up Here", produzida por Jim Carrey e protagonizada por Melissa Leo. Até o momento, sabe-se que Sarah interpretará uma garota chamada Tawny. A série é do canal Showtime, se passará nos 70 e mostrará os bastidores de um clube de stand-up comedy.

Além disso, Sarah está confirmada como atriz em seu primeiro filme: "Extracurricular Activities". Por ora, o filme ainda está em pós-produção e não possui muitas informações.

Ou seja, sucesso pra Sarah Hay. Muito sucesso... E, por favor, assista "Flesh and Bone".

26/08/2016

connie britton em apenas dez episódios da nova temporada de "nashvile"? oi?


Depois de todo o "auê" com o cancelamento, "Nashville" conseguiu uma nova casa: a série foi salva pelo canal CMT garantindo a quinta temporada, mas isso provavelmente você já sabe... O que você não sabe é que, apesar desta renovação, e da garantia de 22 novos episódios, "Nashville" já ganhou um desfalque importante: Connie Britton.

Produtora e protagonista da série, Connie assinou contrato para apenas dez episódios da série, ou seja, ficará de fora de doze episódios. Isso ainda pode ser revertido, porém, se mantiver desta forma, como a série vai seguir sem a sua protagonista, onde quase todos são ligados de uma forma ou de outra? Hayden Panettiere teve um problema pessoal enquanto gravava a quarta temporada e ficou de fora boa parte da série, e vimos que é possível a série seguir sem uma das protagonistas, mas, ainda sim, não é a mesma coisa.

Não se sabe se este é o último ano da série, mas se continuar assim, seria interessante se planejassem algo bem bacana e, melhor, com Connie Britton inclusa, não é?

Will Chase e Aubrey Peeples não retornarão para o quinto ano da série. Foram cortados pelos novos produtores...

16/08/2016

com jessica lange e susan sarandon, ryan murphy confirma novo (e importante) nome para o cast de "feud"!


Ryan Murphy não para! Cuidando de "American Horror Story", "American Crime Story" e "Scream Queens", Ryan oficializou há pouco tempo a sua mais nova série: "Feud". Assim como as demais séries do roteirista, "Feud" trata-se de uma antologia, ou seja, a cada temporada, uma nova história. Se bem que, "Scream Queens" não pode mais ser chamada de antologia já que nesta segunda temporada serão os mesmos personagens (só muda o cenário de fundo), mas essa não é a questão da história aqui...

"Feud" vem com a proposta de retratar grandes rivalidades (em qualquer área) e em sua primeira temporada, a série vai mostrar a rivalidade entre Joan Crawford e Bette Davis. Ou seja: promete. Se você conhece um pouco dessa rivalidade, sabe que ambas se detestavam dentro e fora das telas! Ainda sim, chegaram a trabalhar juntas e o filme vai retrarar justamente os bastidores deste filme que ambas tem em comum, "O Que Terá Acontecido a Bay Jane?", filme de 1962.

Além das já confirmadas Susan Sarandon e Jessica Lange nos papéis principais (Susan como Bette Davis e Jessica como Joan Crawford), Ryan Murphy confirmou hoje um importantíssimo nome para o cast: Catherine Zeta-Jones!

Ganhadora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em "Chicago", Catherine é um dos maiores nomes do cinema hollywoodiano. Pode parecer um tanto redundante, mas Catherine, ao menos pra mim, é uma das últimas atrizes que tem "jeitão" de atriz da "época de ouro" de Hollywood, sabe? Lembra, e muito, atrizes da década de 50 como Lana Turner e Ava Gardner... E, sim, é uma atriz que eu admiro e acompanho. E uma grata surpresa vê-la se rendendo novamente à televisão. Depois de um longo período fazendo filmes (seu último trabalho na TV foi na minissérie sobre o "Titanic" de 1996 que o SBT rebatizou aqui no Brasil de "Titanic 2" e exibiu um trilhão de vezes), Catherine volta à sua casa (ok, foi BEM piegas, porém, Catherine começou a carreira na TV, como a maioria das atrizes, obviamente, mas demorou muito pra ela conseguir o seu primeiro grande papel no cinema).

O papel? Catherine simplesmente vai encarar Olivia de Havilland! Olivia é uma das grandes atrizes da década de ouro de Hollywood que está viva. Com 100 anos completos no mês de julho, Olivia participou de filmes essenciais para o cinema, como "...E o Vento Levou", "Tarde Demais pra Esquecer" e por aí vai. 

Engraçado notar que Catherine vai interpretar Olivia e que a própria atriz daria um tema interessante para a própria série "Feud" já que Olivia também tinha sua rivalidade dentro e fora das telas! Olivia tinha uma irmã também atriz, Joan Fontaine, que ela simplesmente odiava. As duas não se davam nda bem e viviam trocando farpas na mídia. Tentaram ser amigas, do mesmo modo que ficaram se olhar uma na cara da outra durante muitos anos. Ou seja, já fica essa dica pro Ryan e que ele aproveite Catherine futuramente de novo como Olivia de Havilland em uma série... própria! Quem sabe na season 2, não é?

01/07/2016

carta aberta com alguns pontos positivos pra você assistir "gilmore girls"


Eu devia ter uns oito anos quando o SBT exibia maratonas e maratonas de séries nas tardes de sábado.  Em algum momento, a emissora colocou o apresentador Celso Portiolli para atender ligações de telespectadores epertinhos que queriam faturar uma grana (numa época que a internet ainda não caminhava muito bem no Brasil (seria 2003, 2004?)). Mas foi nesse emaranhado que o SBT resolveu exibir “Tal Mãe, Tal Filha”, título nacional para “Gilmore Girls”.

Não entendia bulhufas da série em questão, mas lembro-me vagamente que assistia por falta de opção.  As tardes de maratona acabaram,  e a série com o título nacional mais legal e condizente, também acabou (não lembro do SBT exibindo a série em outros horários).


Não lembro como aconteceu, mas foi mais ou menos assim: eu estava procurando uma série pra assistir, um post sobre “Gilmore Girls” pipocou na minha frente em um site de torrents, ou seja, liguei a vontade de começar algo com a preguiça de achar outra coisa que me chamasse mais a atenção. Sempre tive vontade de revisitar “Gilmore Girls”, mas não era algo urgente, afinal, eu nem gostava tanto assim, certo?

Acontece que, “Gilmore Girls”, é muito mais que uma série. É um show que merece ser apreciado e entendido. É possível sentir o amor em casa episodio. Digo, você realmente entende, desde a primeira cena do primeiro episódio que, a criadora da série, Amy Sherman-Palladino, ama aquilo. Você percebe o esmero com que foi feito e percebe também que a proposta não é ser apenas mais uma série bacana sobre mãe filha pra ganhar uns pontinhos de audiência.  “Gilmore Girls” é clichê na proposta, mas é totalmente ousada em sua simplicidade.


“Gilmore Girls” é, de fato, o show mais simplório que você assistirá. Não tem malabarismos e o fluxo de todos os episódios  seguem um equilíbrio e uma linha de raciocínio muito real. Aqui, aquele ditado de “acompanhar o amadurecimento de determinado personagem”, realmente é válida.

O comentário sobre a série pode soar um tanto vago, mas acontece que você sabe todos os clichês: a série tem uma excelente trilha sonora e um roteiro afiadíssimo. Acompanhar a série e entender todas as referências pop’ s que são feitas pelas personagens principais é algo louvável. Invejar Lorelai Gilmore ou a relação de mãe e filha é algo também completamente natural.


Eu queria ter uma Lorelai Gilmore como mãe e, em algum momento, você também vai desejar isso.

Acontece que, “Gilmore Girls”, causa algumas reflexões. Aliás, causa boas reflexões. Seja em alguma atitude fora da caixinha tomada pelas garotas Gilmore, seja nas indecisões que cada uma vive. Sem contar que, numa cidade tão amalucada como “Sars Hollow”, se sentir acolhido ou achar algum personagem que bate com a sua personalidade, é algo também compreensivo e, por que não, reflexivo. Afinal, entender e amar um personagem (que era pra ser irritante) como o Kirk é algo que, de fato, causa alguma reflexão.

Em todo caso, apenas assista. “Gilmore Girls” é, antes de tudo, uma experiência de vida.


22/05/2016

vai ter sim! mês que vem começa segunda temporada de "unreal"

Pôster da segunda temporada!
"UnREAL" é uma joia rara que foi lançada no ano de 2015. Exibida pelo canal Lifetime, digamos que "UnREAL" não foi aquela explosão de sucesso, mas conseguiu fazer um barulho interessante em sua primeira temporada. Conseguiu uma boa fase de fãs e boas críticas.

A série é exibida pela Lifetime, como eu disse.. Ou seja, ninguém espera muita coisa quando tem a Lifetime no meio. Acontece que, "UnREAL" é, sim, uma série bacana e interessante. E no próximo mês, dua 06 de Junho, estreia a segunda temporada.

A série se passa nos bastidores de um reality show de namoros. Acompanhamos as peripécias de uma equipe de produção para manter um show no ar. Ou seja, eles fazem absolutamente de tudo para o programa e para a audiência. Podia ser uma baita comédia, mas "UnREAL" consegue ser um drama plausível. E melhor: consegue te fisgar a cada episódio. Pelos promos liberados até agora, a segunda temporada promete. E muito! (VEJA o TRAILER aqui!)

21/03/2016

the people v. o.j. simpson: american crime story


Eu realmente queria esperar "American Crime Story" acabar pra fazer um panorama bacana sobre a série, mas não dá: preciso falar da série hoje, agora, neste exato momento! Preciso conversar com alguém sobre a série. Preciso falar desta maravilhosidade que nos assola semanalmente e ninguém parece dar a mínima.

Ok, parei. 

Mas, verdade... Não sei como está a audiência da série nos EUA, mas tenho a impressão de que não está sendo das melhores. Ou a série não está causando nenhum burburinho por aqui mesmo. Tirando os comentários interessantes que eu ando lendo no Banco de Séries, tenho a impressão de que mais ninguém assiste a série. O que é uma pena, diga-se de passagem.

Produzida por Ryan Murphy (a mente quase criativa por trás de "Glee", "American Horror Story" e "Scream Queens"), "ACS" é, na verdade, roteirizada por Scott Alexander e Larry Karaszewski. Ou seja, Ryan fica apenas na produção mesmo. Tratada como antologia, assim como em "American Horror Story", "ACS" tem o fardo de mostrar um crime hediondo e de grande comoção em cada temporada. Logo na primeira temporada, a equipe teve o tiro certeiro de centrar no assassinato de Nicole Brown. Assassinato cometido pelo jogador de futebol americano e ator, O.J. Simpson. A temporada centra em toda ação no tribunal para a condenação de O.J.


Particularmente, eu não sabia da existência do caso. Apenas após a série, que eu resolvi pesquisar e saber mais sobre o assunto. Descobri que é um pouco assustador o quanto a série conseguiu ser fiel aos fatos. Desde a escolha de elenco até mesmo aos fatos retratados. Por algum motivo, pensei que fosse algo mais ficcional, mesmo sabendo que era baseada em fatos reais. Talvez seja o fato do caso todo ser surreal. Afinal, é um assassinato com apenas um único suspeito que está em jogo. O problema está no fato de ninguém querer a real prisão do culpado, ou seja, O.J.

Como se trata de um julgamento conhecidíssimo e que realmente teve uma abrangência fora de órbita nos EUA, no Youtube existe diversos vídeos que comprovam a veracidade da série. Existe vários vídeos que mostram a reação das pessoas bem na hora do veredicto. Em um deles, vemos a apresentadora Oprah Winfrey fazendo um tipo de "sensacionalismo" em cima da situação. O julgamento dividiu a América entre aqueles que defendiam a sentença de OJ. (os brancos) e àqueles que defendiam a inocência do jogador (os negros).

Talvez seja o fato de não ter as mãozinhas de Ryan no roteiro, mas a série consegue prender e um dos motivos é o roteiro mesmo. A série é redondinha, eficiente e não deixa pontas soltas. Não é didática, mas também não é de difícil entendimento. Ou seja, consegue "conversar" com todos os públicos. A série também tenta ser bastante parcial, mesmo que a mesma aponte mocinhos e vilões. Quase em todos os episódios, isso fica a cargo do próprio espectador. A série vai apenas apresentando os fatos.

Sete episódios foram exibidos, mas acredito que seja a hora certa de falar: "American Crime Story" é uma das melhores séries do ano. Bacana saber que a segunda temporada já foi confirmada. Do elenco, vale destacar Cuba Gooding Jr., que há tempos precisava de um papel interessante para reavivar sua carreira, John Travolta e Sarah Paulson que, aliás, está maravilhosa e toma a série toda pra si.

Sarah Paulson tá maravilhosa na série!

19/03/2016

drew barrymore confirmada em nova produção da netflix


Drew Barrymore se afastou dos seus trabalhos como atriz após as duas gestações praticamente seguidas, uma em 2012 e outra em 2014. Portanto, é compreensível que a atriz tenha deixado tudo de lado por uns tempos. Seus recentes trabalhos, Juntos e Misturados (outra parceria com Adam Sandler) e Já Estou com Saudades (dirigido por Catherine Hardwicke) foram bem recebidos pelo público e pela crítica (principalmente "Já Estou com Saudades" que quase foi cotado para algumas premiações), ou seja, Drew tá aí, na ativa e pelo visto não quer deixar a peteca cair...

Drew acaba de ser confirmada em uma produção em desenvolvimento pela Netflix. Ainda não se tem muitas informações sobre "Santa Clarita Diet", porém, sabe-se que se trata de uma comédia envolvendo um casal de corretores. Timothy Olyphant, de Justifield, será o seu par romântico. Obviamente, a série estreará no serviço de streaming no próximo ano.

A atriz é mais uma dentre tantas que se enveredam pelo mundo das séries. Se antes, alguns atores viam com um certo desdém e preguiça - afial, dependendo da série, se torna praticamente impossível conciliar cinema e tv-, hoje, a maioria até prefere. Afinal, séries para a Netflix e Amazon são gravadas numa tocada só e não influenciam na agenda do ator. Ou seja, é prático, rápido e, acredito eu, traz um retorno financeiro bacana.

Enfim, só lembrando que ainda este ano tem série estrelada pela Wynona Ryder no Netflix. Ou seja... Muito amor num lugar só!

01/02/2016

é oficial! "gilmore girls" vai ganhar nova temporada pelo netflix!


Em Maio do ano passado, o ator Scott Patterson que interpreta Luke Danes na série, já havia contado que a série poderia voltar a qualquer momento. Obviamente, ficamos animados com a declaração do ator e na espera de qualquer informação. Eis que, no final do ano passado, o barro resolver acontecer!

Só neste final de semana que a Netflix oficializou o comeback da série. Ainda não se sabe como vai funcionar, porém, o rumor aponta para uma temporada especial composta de quatro episódios. Lauren Graham, a protagonista da série, mandou uma declaração para a Revista People. "Este é meu prêmio favorito, porque eu não fiz absolutamente nada para merecê-lo. Nós ainda nem começamos a gravar e eu ainda nem vi os roteiros. Então, tudo o que eu posso dizer é que é por causa de vocês, fãs devotos, que eu tenho a chance de reviver esta personagem e de voltar para esse mundo. Nós estamos muito empolgados e muito gratos”, disse a atriz.

A Netflix também declarou que logo logo irá liberar todas as temporadas (por ora, as temporadas foram liberadas apenas no Netflix USA). O elenco principal já foi confirmado, assim como a dupla de roteiristas da série. Afinal, Amy Sherman-Palladino formou o caráter de muita gente!

29/06/2015

não foi dessa vez, christina ricci! lifetime cancela "the lizzie borden chronicles"

Eu já comentei por aqui sobre a minissérie "The Lizzie Borden Chronicles". Portanto, se é uma minissérie, significa que não haverá continuação, certo? Errado! Todos nós sabemos que a Lifetime gosta de tirar proveito de todas as situações possíveis (lembram do telefilme contando sobre os bastidores de "Full House"?). Dito isso, "Lizzie Borden" quase ganhou uma segunda temporada.

Quase.

De acordo com o TV Series Finale, as crônicas de Lizzie Borden só não ganharam uma continuação pela baixa audiência. Se caso tivesse tido uma audiência satisfatória, as crônicas deixariam de ser minissérie e, obviamente, ocuparia um espaço regular na grade da emissora, mas não rolou.

Christina Ricci, pelo visto, não tem muita sorte na televisão. É só lembrar de Pan Am...

11/06/2015

as crônicas de lizzie borden

Lizzie Borden é uma figura bastante conhecida nos Estados Unidos. Também pudera, Lizzie foi julgada pela morte de seus pais mortos a machadadas e absolvida pelo crime, em 1892. Como ninguém acreditava em sua inocência, Lizzie teve uma vida bastante peculiar, pra não dizer desgracenta, em sua cidade natal, Fall River. Com esse histórico, Lizzie se tornou um tipo de "ícone pop" dentro da cultura americana.

Obviamente, Lizzie já teve a sua história contada algumas vezes no cinema, mas dentro daquele nicho de trash com terror, nunca com seriedade. Eis que, ano passado, a Lifetime (a mesma que produziu um telefilme sobre a Brittany Murphy e está produzindo agora um sobre o bastidores de "Full House") resolveu ressuscitar o mito. Christina Ricci foi chamada para interpretar Lizzie.

O telefilme em si, não é ruim. Obviamente, não possui a qualidade de um telefilme produzido pela HBO, mas perto do que a Lifetime já produziu, consegue ser um entretenimento bem conciso. Animada com a repercussão do telefilme, a Lifetime resolveu então criar uma continuação em forma de minissérie. Já era de se esperar que o telefilme tivesse uma "liberdade poética", portanto, produzir algo fictício em cima de alguém real acaba sendo bem recorrente dentro da Lifetime, assim como produzir séries com base nos telefilmes produzidos (foi assim com "The Client List" com a Jennifer Love Hewitt).

Em oito episódios, acompanhamos a vida de Lizzie Borden após o julgamento da morte de seus pais. O foco da minissérie, ao menos, era esse, mas o que vemos na tela é algo absurdamente diferente. A série parece não ter pra onde correr e arrisca no óbvio: assassinatos.

Em oito episódios, Lizzie Borden mata praticamente todo o elenco. O motivo? Cada pessoa acaba descobrindo a "verdade" e ela, obviamente, concluir que matar é a solução. Mata por prazer e por esporte. 

Até certo ponto, acaba sendo divertido. Ainda mais se analisamos a excelente atuação canastrona de Christina Ricci que, aqui, parece a Wednesday mais velha de "A Família Addams", mas a minissérie não consegue se segurar, não tem uma base sólida e uma boa história para se apoiar. Se caso tivesse, poderia ser uma boa série com algumas temporadas, mas não. Portanto, a ideia de fazer apenas uma minissérie parece ser mais do que acertada.

A trilha sonora é ótima e a direção também. Apesar da qualidade técnica até eficiente para os padrões da Lifetime, "The Lizzie Borden Chronicles" ainda tem cara de amadora, feita por iniciantes (em todos os aspectos, principalmente no roteiro). É divertida? Sim. Vale o tempo perdido? Não.

Em todo caso, fica a súplica: salvem a carreira de Christina Ricci, pelo amor de Deus!

04/06/2015

lifetime libera as primeiras imagens do telefilme sobre "full house"

Não é segredo para ninguém que a Netflix está produzindo uma nova temporada de "Full House", série produzida pela ABC no final da década de 80, que teve o seu último episódio exibido em 1995 (sim! já se passaram 20 anos!).

A série nem começou a ser rodada, mas é sabido que será lançada em 2016. O que ninguém imaginava era que a Lifetime iria conseguir tirar uma casquinha disso tudo. A emissora resolveu produzir um telefilme contando sobre os bastidores da série. A ideia não é toda ruim, porém, é meio óbvio quando percebemos que a emissora só está tirando vantagem com toda a exposição que a série ganhou neste ano.

E só piora quando percebemos que, a Lifetime, é aquela mesma emissora que produziu um telefilme sobre a vida da atriz Brittany Murphy e tantos outros famosos. E sempre com o mesmo objetivo: conseguir uma audiência satisfatória tirando o máximo proveito de alguma situação. Sempre trilhando no sensacionalismo barato, claro...

Em todo caso, as primeiras imagens do telefilme de "Full House" foram liberadas:

22/05/2015

depois de quase dez anos, gilmore girls deve ganhar episódios inéditos


A série exibida pela CW, "Gilmore Girls", foi finalizada em 2007 em sua sétima temporada. De lá pra cá, sempre houveram rumores sobre uma possível oitava temporada, mas, claro, isso nunca acontece e nem nunca foi confirmado por ninguém, mas sempre houve essa possibilidade (por parte de todos).

E, aparentemente, "Gilmore Girls" vai sim ganhar os seus devidos episódios finais. O ator Scott Patterson (intérprete de Luke Danes) confidenciou em um podcast que, sim, está acontecendo algumas conversas. "Não quero enganar os fãs. Não posso entrar em detalhes, mas há algo acontecendo. Estou esperançoso e estou dentro. Acho que será um grande evento e uma celebração para os fãs", declarou o ator.

Claro que ainda é cedo pra afirma e pode ser apenas um grande reencontro com todo o elenco, mas já é uma esperança lançada para os fãs que, assim como eu, esperam há anos por algo do gênero.

"Gilmore Girls" é uma série querida e que merecia um final mais digno (mesmo que o final da sétima tenha toda a pompa de uma 'series finale').

"Gilmore Girls" deixou saudade e merece esse remember. Melhor: nós, os fãs, merecemos esse remember.

28/04/2015

"grey's anatomy" segue sendo imbatível, mesmo após dez anos


241 episódios. Esse é o número de episódios já exibidos até agora, em onze temporadas de "Grey's Anatomy". Se você parar pra pensar, esses duzentos e tantos episódios nem são tanta coisa. Uma novela, por exemplo, exibida aqui no Brasil, costuma ter esse número (daria uns oito ou nove meses de exibição - isso se fosse de segunda a sábado, como costuma ser). Mas são dez anos e praticamente seis meses no ar durante um ano e outro (começa em setembro e termina em maio do outro ano). É muita coisa, muito tempo... Se você parar pra pensar, é, de fato, muito tempo. Claro que não é perdido, mas são dez anos interpretando o mesmo personagem, fazendo a mesma coisa (não necessariamente).

A série já demonstrou sinais de cansaço em sua nona e décima temporada. Até a oitava, é uma delícia. Mas é perceptível que as coisas se perdem no início da nona temporada. Se não me engano, Shonda Rhimes, a criadora da série, tomou conta de "Grey's" até o final da oitava temporada e depois abandonou para cuidar de outros projetos (ainda participava do planejamento e tudo mais, porém, deixou de escrever episódio por episódio), se for verdade, isso explica bastante o declínio da série justamente na nona temporada: a temporada em que Shonda foi respirar novos ares (leia-se Scandal - mas também não posso afirmar com propriedade já que, não achei a fonte disso, mas, lembro que li algo parecido há algum tempo).

 
Em todo caso, o fôlego foi recuperado. A atual temporada, por exemplo, conseguiu recuperar todo o frescor da série. Teve casos médicos interessantes e cada personagem teve a sua história contada, sem pressa. Aliás, demorou quase dez anos, mas aprenderam a dividir melhor o foco dado à história. Praticamente, foi feita uma divisão: cada personagem teve alguma coisa acontecendo, e você sabia disso, mas em cada episódio um personagem ganhava o "foco". Isso já era feito desde a primeira, mas só agora que aconteceu uma melhor divisão (você praticamente sabia, depois de iniciado o propósito daquela história que, depois de alguns episódios, já haveria um fim pra aquilo, em especial). Isso ficou óbvio com o drama vivido pela personagem da Geena Davis.

Outra coisa que merece destaque: a trilha sonora. "Grey's Anatomy" sempre teve uma trilha sonora interessante, mas nunca souberam dosar muito bem isso. Em diversos casos, havia aquela cena super dramática, e do nada, soltava uma música aleatória que quebrava o clima (a música era boa, a cena também, só não havia uma sincronia perfeita). Demorou onze temporadas, mas aprenderam que, cena dramática, precisa de uma trilha instrumental para levar o espectador ao chororô, e não de uma do Foo Fighters.

A direção da série também deu uma melhorada. Se você reparar, o ator Kevin McKidd, que interpreta o Owen Hunt na série, dirigiu diversos episódios. Não sei ao certo, mas tenho a impressão de que a maioria dessa temporada, foi dirigido por ele. E a série teve diversos momentos especiais criados por uma boa direção. Isso, em sintonia com uma boa trilha sonora e atuações, resume em um episódio feito da melhor forma possível, claro. E nessa temporada aconteceu um conjunto de obra: tudo funcionou perfeitamente.


Vale destacar a excelente participação de Geena Davis que há tempos merecia um destaque na carreira (atualmente, ela não vinha fazendo absolutamente nada, tanto na televisão como no cinema, o que é uma pena). A sua personagem teve uma história forte e bem contada e ainda proporcionou um dos melhores momentos da série, de todas as temporadas. Deixou com gostinho de quero mais. Em todo caso, valeu a pena para a própria atriz. Sarah Drew, intérprete da April Kepner, é outra que se destacou bastante (beneficiada por um plot maravilhoso que também poderia ter sido mais extenso para ganhar proporções ainda maiores). Assim como velhos personagens que andavam estagnados como a Callie Torres (estagnada, mesmo sofrendo horrores no sentindo amoroso desde sempre).

E ainda tem o caso Patrick Dempsey. Depois de dez anos, o ator abandonou a série. Quer dizer, ninguém sabe se ele abandonou, se houve algum desentendimento com a criadora da série ou com a emissora, mas o que todo mundo sabe é que... o personagem morreu (nem marquei como spoiler, acredito que você já saiba disso, certo?). Não vou dizer que foi do nada, afinal, o personagem "andava"estranho desde o início dessa temporada. Não estava apareceu em todos os episódios e teve diversos momentos que dava pra perceber que o roteiro não queria beneficiar o personagem (como se quisessem que o espectador realmente torcesse pelo fim do personagem). Em todo caso, a morte em si, foi bonita e bem feita. Representou, sim, um belo final.


Ninguém sabe o que vai ser da série agora, claro. Mas é praticamente impossível a não renovação para a décima segunda temporada. A audiência vai muito bem e tem sim plots maravilhosos para uma temporada sem Derek Sheperd (imagina o sofrimento da protagonista?). Se vai passar de uma décima segunda temporada, é difícil saber, mas, "Grey's Anatomy" merece um fim digno e bem feito. E, pelo visto, se for realmente o fim, a série terá um fim bacana, de novela mesmo, como tem que ser.

21/04/2015

"2 broke girls": vai sim ter quinta temporada!


A rede de televisão CBS confirmou via twitter que, sim, vai ter quinta temporada de "2 Broke Girls". Apesar da série ter patinado bastante nesta quarta temporada (alguns episódios foram um verdadeiro sacrifício), a audiência foi bem satisfatória para o canal, o que acabou, obviamente, culminando na renovação. Agora é esperar por uma quinta temporada revitalizada e com piadas novas (???). Em todo caso, a notícia é excelente. "2 Broke Girls" tem tudo pra conseguir dar a volta por cima!

E, ah, "Mom" também foi renovada, mas isso já era de se esperar.

25/03/2015

procurando pelo futuro

No Brasil, o gay ainda é visto como apoio cômico nas novelas. As mudanças, obviamente, estão ocorrendo gradativamente, porém, ainda há aqueles personagens que servem apenas como muleta e em nada contribuem para a 'aceitação'. E, estranhamente, quando há personagens gays realmente interessantes (como está ocorrendo agora em "Babilônia"), eles simplesmente não são aceitos pela maioria, afinal, gay que é gay, é exagerado, melhor amigo de alguma mocinha chata e extremamente engraçado. Não é uma pessoa. É praticamente um ser programado para ser aquele clichê ambulante. Não que isso seja uma verdade absoluta e não que esses clichês ambulantes não existam, mas... Somos mais que isso, certo? Possuímos uma vida e procuramos por igualdade. Seja afetado ou não (obviamente). Mas essa introdução nem é pra falar sobre esse boicote fora de órbita que está acontecendo, mesmo que seja pertinente para o foco dessa postagem, mas, sim, pra falar de "Looking", série americana produzida pela HBO.

"Looking" é tudo aquilo o que a televisão brasileira vem tentando fazer: personagens gays extremamente reais, sem caricaturas ou escracho. Os personagens são praticamente aquilo o que o brasileiro ama dizer quando conhece um gay: "sério que você é gays? nem parece...". Você que está me lendo, se for gay, provavelmente, já deve ter ouvido esse tipo de "elogio" de alguém (elogio uma ova, mas ok, vamos lá...). A série foca em três amigos e seus relacionamentos. Seja com namorado, ficantes ou até mesmo entre eles, amigos. Relacionamentos como um todo. Patrick, por exemplo, é o que segue mais à risca do clichê em ser gay, afinal, é o mais afeminado dentre os três, e isso acaba sendo interessante, afinal, "Looking" gosta de brincar com os estereótipos.

A primeira temporada é uma apresentação de ideias e um mundo natural. Possui de tudo um pouco e consegue sair do casulo, afinal, é uma série gay que poderia muito bem ser protagonizada por héteros, por exemplo. E isso é o que é mais chocante em "Looking": nos apresenta um mundo sem fantasias e próximo da nossa realidade. Aliás, impossível ser mais próximo do que já foi apresentado até agora. Seja gay ou hétero, quem nunca ficou em uma sinuca de bico em relação aos sentimentos amorosos de outra pessoa, se era ou não, recíproco? Quem nunca pensou que amava quando, na verdade, era algo passageiro? E, por mais clichê de comédia romântica que seja, quem nunca ficou dividido entre duas pessoas sem ter a certeza absoluta se era amor ou não, e pior, qual dos dois que era amor?. 


"Looking" vai se desenvolvendo de forma tão natural e agradável que as histórias vão surgindo e você nem percebe.  A sére não se apega aos personagens e nem cria aquela monagamia que só existe em comédia romântica (amo ele? vou ficar até o meu último minuto! - algo que as novelas brasileiras ainda não perceberam que precisam urgentemente mudar).

Já falei, mas vou repetir: é intenso, é real e natural. São gays, mas poderiam ser qualquer personagem ali. Se reconhecer em "Looking" é fácil. Infelizmente, a série não vem tendo uma boa audiência, apesar de ser bem reconhecida dentro do público gay, mas, ainda sim, espero que tenha a terceira temporada ano que vem. Possui uma qualidade técnica impecável e atuações bacanas. É uma série redondinha em todos os aspectos possíveis. E, se você não viu, assista o quanto antes. Em tempos de boicote à "Babilônia", "Looking" surge como uma amostra doce do que pode ser o futuro, mesmo que seja retratado o agora.

24/03/2015

chlöe sevigny é confirmada na nova temporada de "american horror story"


Você pode não associar o nome à pessoa, mas, Chlöe Sevigny é uma atriz que merece respeito. Aliás, muito respeito. Já deu uns pegas na Hilary Swank em "Meninos Não Choram", já foi uma transgênero MARAVILHOSA em "Hit & Miss" e já havia participado da segunda temporada de "American Horror Story". Esses são os seus trabalhos mais conhecidos, porém, Chlöe tem uma carreira longa e já possui um nome consolidado.


E também já foi jurada do RuPaul's Drag Race na season 3, ou seja, quando o reality show não era o sucesso infernal que é hoje (e quem não ama RuPaul's?).

Mas o que precisa ser validado neste post é: Chlöe Sevigny está confirmada na próxima temporada de "American Horror Story" e, melhor de tudo, foi confirmada em um papel regular na série. E isso precisa ser comemorado, afinal, Chlöe, como eu já disse nesse post, é uma puta atriz (falei que ela participou de "The Mindy Project"?). E, se você der uma pesquisada no IMDb da moça, vai perceber que ela está louca pra ser fixa em uma série e garantir o salário do mês (depois de "AHS", Chlöe participou de oito séries diferentes).

Ainda não saiu nenhuma informação sobre a sua personagem, porém, Chlöe entra pra dar um equilíbrio na série e tem tudo pra roubar os holofotes (ainda mais agora que não tem uma Jessica Lange no seu caminho). Pelo visto, Lady Gaga vai ter que trabalhar pra não fazer feio.

Outubro nunca pareceu tão longe..