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21/03/2024

netflix e lindsay iniciam produção de filme natalino e último de acordo firmado em 2022


Após anos de tentativas, Lindsay Lohan conseguu, de fato, fazer o seu comeback.

Mas vamos voltar ao começo de tudo (superficialmente, claro).

Lindsay foi uma estrela da Disney, mas não com a formatação dos anos 2000. Estrelou filmes de sucesso, mas quando veio a leva de séries do Disney Channel, ela já estava virando uma jovem adulta. Então, mesmo rivalizando com a Hilary Duff, Lindsay já estava em um patamar em que fazia filmes para cinema e grandes estúdios.


Aos 18 anos, em 2004, Lohan estrelou o grande sucesso "Meninas Malvadas", iniciou a sua carreira musical e engatou o remake de "Hurb", em 2005.

Em 2006 veio o seu primeiro filme ao lado de estrelas "A-list". Lilo simplesmente participou de "A Última Noite", último filme do lendário cineasta Robert Altman ao lado de Meryl Streep, Lily Tomlin, John C. Reilly, Tommy Lee Jones e Woody Harrelson.


Em 2006 veio escolhas mais maduras, mas não tão certeiras. "Sorte No Amor" mostrava Lindsay como uma jovem cosmopolita - mas é um filme que, hoje em dia, seria lançado apenas no streaming. "Bobby", apesar do elenco também estelar, já não tinha cacife para chegar na temporada de premiações - apesar de mostrar uma Lindsay mais adulta e disposta.

O problema foi em 2007. Apesar do interessante "Ela é Poderosa", ao lado de Jane Fonda, Lindsay já começava a debutar nas baladas de Nova York e Los Angeles. Aí veio "Eu Sei Quem Me Matou", um filme completamente sem noção que, aqui no Brasil, havia sido lançado em "home video".


Até poderíamos falar mais sobre o que vem a seguir, mas a página de IMDb da Lindsay é cheia de participações pequenas e filmes sem nenhum tipo de apelo - nem vamos comentar a biografia de Elizabeth Taylor estrelada pela atriz lançada pela Lifetime (não virou nem algo cult).

Em 2022, após participações em séries, reality shows e manchetes em tabloides... vinha  notícia de que Lindsay havia assinado um acordo de três filmes com a Netflix. Ela já estava morando em Dubai, namorando o atual marido e ensaiava uma vida mais discreta. "Uma Quedinha de Amor" e "Pedido Irlândes" são filmes de baixo orçamento e perfeitos para fisgar espectadores ávidos por um filmes bobinho depois de um dia de trabalho. Praticamente, o objetivo da Netflix. E Lindsay tem apelo e ansiava em mostrar uma nova faceta.

Agora, a empresa e a atriz, já estão produzindo o terceiro filme do acordo: "Our Little Secret". Dirigido por Stephen Herek (o mesmo de "Esticando a Festa", com Victor Justice, e do natalino com a Lea Michele "Mesma Hora, No Próximo Natal"), o longa deve contar a história de dois ex-namorados que devem passar o Natal juntos após descobrir que os novos parceiros são irmãos.


O filme tem um elenco interessante: Kristen Chenoweth ("Glee" e "Pushing Daisies"), Chris Parnell ("O Âncora") e Henry Czerny ("Revenge).

E também já tem a possível confirmação da continuação de "Sexta-feira Muito Louca".

É, agora, realmente dá pra falar que voltou com tudo. E nos faz pensar: o que vem a seguir? Lindsay já revelou um audacioso plano de interpertar Ann-Margaret Olsson (e, ela, como produtora, já procura um roteirista). Boatos indicam um papel dentro da universo da Marvel. E, claro, pode acontecer uma renovação com a Netflix.

O futuro, enfim, parece algo agradável pra ruivinha.


Ainda tem um empecilho: o m*rido (boatos de que é ciumento e por isso que ela acaba não tendo tanto contato com os protagonistas masculinos nos filmes e durante as divulgações), mas né? Isso é assunto para outro post e se surgiu algo realmente concreto. 

10/01/2017

novo ryan murphy? lee daniels emplaca nova série musical; conheça "star"


Depois do sucesso de "Empire", Lee Daniels parece ter encontrado o seu "pote de ouro no final do arco-íris" com as séries televisivas. Tanto que, além de Empire que já está em seu terceira temporada, Lee Daniels emplaca agora uma nova série, também na Fox, "Star". O panorama não é muito diferente: é o mundo da música e o elenco também é todo composto por atores negros (menos a principal que é tida como "branca", mas percebe-se que a série vai abordar muito essa questão ainda). A única diferença aqui é que sai o Hip Hop de "Empire" e entra o R&B. Você se lembra do gênero R&B? Sim, o mesmo que dominava as rádios em 2005 com Mariah Carey e Beyoncé.

Talvez seja pelo fato do diretor ter escrito e dirigido os dois primeiros episódios de "Star", mas acontece é que a série, mesmo que tenha um outro contexto diferente, segue muito a mesma dinâmica de "Empire", mesmo que seja em menor escala já que "Star" mais parece uma mistura de "Malhação" com "Rebelde". Temos uma protagonista osso duro de roer, drogas, problemas familiares e, obviamente, muita música. Em dois episódios, aconteceram 1001 fatos que, na verdade, não contribuíram em nada para o desenvolvimento da série. Pelo contrário, querendo dizer muita coisa, "Star" ainda não mostrou a que veio.

Star é uma garota órfã que resgata a irmã, Simone, de uma família abusiva. Com o sonho de ser uma grande estrela (claro!), Star foge com a irmã para a Atlanta e no caminho encontra também uma amiga de instagram (oie?), Alexandra, e juntas elas resolvem criar uma girlband. As três vão para Atlanta atrás da tutora legal de Star, uma cabeleireira interpretada nada mais nada menos do que Queen Latifah.

Já deu pra perceber que "Star" não é uma série com um roteiro muito primoroso, certo? Lenny Kravitz, Naomi Campbell e Bejamin Bratt parecem não se importar muito já que toparam participar da série. Em todo caso, obviamente, "Star" tem tudo para deslanchar na audiência, mesmo que tenha o roteiro pífio. A série vai explorar alguns dramas pesados que, se forem bem trabalhados, podem contornar algumas falhas no roteiro, além de ter uma trilha sonora espetacular. Se falhar em tudo, ao menos, a trilha é boa. Até o agora, é impossível comentar as atuações já que a série simplesmente não proporcionou nenhum grande momento para algum ator da série. Aliás, as três protagonistas até o momento mostraram-se ser ótimas cantoras e para por aí.

No final de tudo, "Star" é um guilty pleasure. Não é excelente, mas quanto a isso, nem "Empire" é, não é mesmo?

27/11/2016

algumas considerações sobre a volta (triunfal) das garotas gilmore


Quando eu terminei a maratona de "Gilmore Girls" em 2014 eu pensei em como seria maravilhoso se alguém resgatasse a série e fizesse uma oitava temporada. Tinha alguns rumores envolvendo um possível, mas nada concreto... Por algum motivo, eu sabia que a série ainda tinha chances. "Gilmore Girls" sempre teve uma legião de fãs e apesar de não ser aquele sucesso estrondoso, foi uma série equilibrada (em todos os sentidos), ou seja, parecia muito certo que em algum momento, "Gilmore Girls" teria uma segunda chance.

Apesar desse primeiro parágrafo sobre a volta da série, não vou fazer textão do quão maravilhoso isso é. Você sabe, a volta de "Gilmore Girls", porém, tenho que dizer que, enquanto via os quatro episódios, a sensação foi parecida como a de alguém "vendo um milagre acontecer", sabe? Deu impacto e foi surreal. Talvez seja coisa de fã xiita que queria muito que "revival" acontecesse. E até então, a ficha ainda não tinha caído.

Com quatro episódios de 90 minutos cada, "Gilmore Girls", com o acréscimo "A Year in The Life", volta com um objetivo: traçar o presente e o futuro das três garotas Gilmore (Lorelai, Rory e Emily). Como a própria criadora disse em uma entrevista, a série não é sobre romances ou um simples cotidiano familiar, e sim, sobre o desenvolvimento pessoal de cada uma dessas mulheres. E que mulheres! Incrível como as três no revival estão tão complexas e, estranhamente, completas. A identificação do espectador com as três personagens é fácil e incrível. E, aliás, engraçado perceber que Stars Hollow, em 2016, mesmo com toda a tecnologia que não tinha no início dos anos 2000, soa tão interessante e ainda mais acolhedora (é, de fato, um sonho de cidade). O tempo fez bem. "Gilmore Girls" precisava voltar com essa "maturidade".

Lauren Graham e Alexis Bledel demonstram que a invejável química em cena ainda continua. E que ambas tem gás pra muito, mas muito episódios mesmo! Agora com 32 anos, Rory é pintada como uma verdadeira adulta, e a atuação de Alexis é tão condizente com a Rory adulta que, ainda sim, tudo soa ingênuo ou inocente. Ou seja, um casamento perfeito da atriz com a personagem. Alexis entendeu a Rory, agora mulher (e cheia de falhas e dúvidas). Em uma cena em particular, você percebe isso. Lauren é um destaque inquestionável que eu nem preciso especificar, porém, o grande trunfo da série fica a cargo de Kelly Bishop, a Emily.

Emily nunca foi o destaque em "Gilmore Girls", apesar da personagem ter roubado a cena em diversos momentos. E é no revival que a personagem ganha o tratamento que sempre mereceu (o de uma garota Gilmore!). O roteiro a retrata com muita delicadeza e, principalmente, retrata com muita delicadeza todo o processo do luto e da personagem "reencontrando-se" no mundo. A trajetória de Emily no revival é belíssima de acompanhar.

De resto, está tudo ali. É como se não tivesse passado nove anos, como se não tivesse sétima temporada... Foi como visitar um velho amigo que você não via há tempos e morria de saudade.

Revisitar "Gilmore Girls" foi emocionante.

21/08/2016

britney spears em toda a sua "glória"

O lançamento era no dia 26, mas o álbum vazou ontem, dia 20. Na verdade, o álbum não vazou, e sim, lançado oficialmente no México. Era óbvio que todo o material chegaria à internet no mesmo dia. Fazendo um comentário genérico e completo do álbum: "Glory" realmente é a glória de Britney, ou seria redenção?


Depois do desastroso "Britney Jean" e do (quase) fatídico retorno com "Pretty Girls", Britney precisava arregaçar as mangas e cair no trabalho. Afinal, o mundo esperava mais da Princesinha do pop. Você pode falar o quiser, mas Britney ainda é rentável e relevante, mas que ela não seja uma boa cantora. 

Eu já disse um milhão de vezes que não conseguia ouvir um álbum inteiro da cantora (tirando "Blackout"), e não entendia como ela estava na estrada há tanto tempo. Agora entendo o seguinte: mesmo com toda a preguiça do mundo, Britney criou a sua "marca" e consegue se manter na ativa mesmo com todos os percalços. E isso é algo que deve ser levado em consideração. E quando ela quer, ela consegue fazer bem feito.

Afinal, o que todo mundo espera da Britney? Diversão, obviamente! E, "Glory", representa isso muitíssimo bem. "Hard To Forget Ya" grita pra ser segundo single, assim como "If I'm Dancing" (bonus track do álbum). "Liar" e "Better" são delicinhas, e "Man On The Moon" é uma das melhores coisas que a Britney já fez. A já divulgada "Do Wanna Come Over" ainda se destaca e "What You Need" entrega algo que cairia muito bem na voz de Christina Aguilera em sua época "Back To Basics",  o que acaba sendo uma grata surpresa já que funciona também na voz da Britney.

Britney ainda não é excepcional e nem memorável, mas sabe fazer diversão como poucas. E acho isso bem satisfatório sim. Por que não, não é?

Agora é torcer para que "Glory" tenha uma divulgação satisfatória. Por ora, o seu único erro até o momento foi a capa grotesca. De resto, está tudo dentro do aceitável.

01/07/2016

carta aberta com alguns pontos positivos pra você assistir "gilmore girls"


Eu devia ter uns oito anos quando o SBT exibia maratonas e maratonas de séries nas tardes de sábado.  Em algum momento, a emissora colocou o apresentador Celso Portiolli para atender ligações de telespectadores epertinhos que queriam faturar uma grana (numa época que a internet ainda não caminhava muito bem no Brasil (seria 2003, 2004?)). Mas foi nesse emaranhado que o SBT resolveu exibir “Tal Mãe, Tal Filha”, título nacional para “Gilmore Girls”.

Não entendia bulhufas da série em questão, mas lembro-me vagamente que assistia por falta de opção.  As tardes de maratona acabaram,  e a série com o título nacional mais legal e condizente, também acabou (não lembro do SBT exibindo a série em outros horários).


Não lembro como aconteceu, mas foi mais ou menos assim: eu estava procurando uma série pra assistir, um post sobre “Gilmore Girls” pipocou na minha frente em um site de torrents, ou seja, liguei a vontade de começar algo com a preguiça de achar outra coisa que me chamasse mais a atenção. Sempre tive vontade de revisitar “Gilmore Girls”, mas não era algo urgente, afinal, eu nem gostava tanto assim, certo?

Acontece que, “Gilmore Girls”, é muito mais que uma série. É um show que merece ser apreciado e entendido. É possível sentir o amor em casa episodio. Digo, você realmente entende, desde a primeira cena do primeiro episódio que, a criadora da série, Amy Sherman-Palladino, ama aquilo. Você percebe o esmero com que foi feito e percebe também que a proposta não é ser apenas mais uma série bacana sobre mãe filha pra ganhar uns pontinhos de audiência.  “Gilmore Girls” é clichê na proposta, mas é totalmente ousada em sua simplicidade.


“Gilmore Girls” é, de fato, o show mais simplório que você assistirá. Não tem malabarismos e o fluxo de todos os episódios  seguem um equilíbrio e uma linha de raciocínio muito real. Aqui, aquele ditado de “acompanhar o amadurecimento de determinado personagem”, realmente é válida.

O comentário sobre a série pode soar um tanto vago, mas acontece que você sabe todos os clichês: a série tem uma excelente trilha sonora e um roteiro afiadíssimo. Acompanhar a série e entender todas as referências pop’ s que são feitas pelas personagens principais é algo louvável. Invejar Lorelai Gilmore ou a relação de mãe e filha é algo também completamente natural.


Eu queria ter uma Lorelai Gilmore como mãe e, em algum momento, você também vai desejar isso.

Acontece que, “Gilmore Girls”, causa algumas reflexões. Aliás, causa boas reflexões. Seja em alguma atitude fora da caixinha tomada pelas garotas Gilmore, seja nas indecisões que cada uma vive. Sem contar que, numa cidade tão amalucada como “Sars Hollow”, se sentir acolhido ou achar algum personagem que bate com a sua personalidade, é algo também compreensivo e, por que não, reflexivo. Afinal, entender e amar um personagem (que era pra ser irritante) como o Kirk é algo que, de fato, causa alguma reflexão.

Em todo caso, apenas assista. “Gilmore Girls” é, antes de tudo, uma experiência de vida.


11/06/2015

as crônicas de lizzie borden

Lizzie Borden é uma figura bastante conhecida nos Estados Unidos. Também pudera, Lizzie foi julgada pela morte de seus pais mortos a machadadas e absolvida pelo crime, em 1892. Como ninguém acreditava em sua inocência, Lizzie teve uma vida bastante peculiar, pra não dizer desgracenta, em sua cidade natal, Fall River. Com esse histórico, Lizzie se tornou um tipo de "ícone pop" dentro da cultura americana.

Obviamente, Lizzie já teve a sua história contada algumas vezes no cinema, mas dentro daquele nicho de trash com terror, nunca com seriedade. Eis que, ano passado, a Lifetime (a mesma que produziu um telefilme sobre a Brittany Murphy e está produzindo agora um sobre o bastidores de "Full House") resolveu ressuscitar o mito. Christina Ricci foi chamada para interpretar Lizzie.

O telefilme em si, não é ruim. Obviamente, não possui a qualidade de um telefilme produzido pela HBO, mas perto do que a Lifetime já produziu, consegue ser um entretenimento bem conciso. Animada com a repercussão do telefilme, a Lifetime resolveu então criar uma continuação em forma de minissérie. Já era de se esperar que o telefilme tivesse uma "liberdade poética", portanto, produzir algo fictício em cima de alguém real acaba sendo bem recorrente dentro da Lifetime, assim como produzir séries com base nos telefilmes produzidos (foi assim com "The Client List" com a Jennifer Love Hewitt).

Em oito episódios, acompanhamos a vida de Lizzie Borden após o julgamento da morte de seus pais. O foco da minissérie, ao menos, era esse, mas o que vemos na tela é algo absurdamente diferente. A série parece não ter pra onde correr e arrisca no óbvio: assassinatos.

Em oito episódios, Lizzie Borden mata praticamente todo o elenco. O motivo? Cada pessoa acaba descobrindo a "verdade" e ela, obviamente, concluir que matar é a solução. Mata por prazer e por esporte. 

Até certo ponto, acaba sendo divertido. Ainda mais se analisamos a excelente atuação canastrona de Christina Ricci que, aqui, parece a Wednesday mais velha de "A Família Addams", mas a minissérie não consegue se segurar, não tem uma base sólida e uma boa história para se apoiar. Se caso tivesse, poderia ser uma boa série com algumas temporadas, mas não. Portanto, a ideia de fazer apenas uma minissérie parece ser mais do que acertada.

A trilha sonora é ótima e a direção também. Apesar da qualidade técnica até eficiente para os padrões da Lifetime, "The Lizzie Borden Chronicles" ainda tem cara de amadora, feita por iniciantes (em todos os aspectos, principalmente no roteiro). É divertida? Sim. Vale o tempo perdido? Não.

Em todo caso, fica a súplica: salvem a carreira de Christina Ricci, pelo amor de Deus!

29/04/2015

o amadurecimento musical de leighton meester


Leighton Meester ficou conhecida pela sua atuação na série "Gossip Girl". A série, iniciada em 2007, foi um sucesso considerável, e mostrou que, Leighton tinha muita coisa pela frente. Com o sucesso, a atriz começou a marcar território e conseguiu algumas participações em filmes de grande escala, como "Uma Noite Fora de Série" e "Amor à Distância" (se você piscar os olhos, perde a participação da atriz). E, em paralelo, Leighton começou a "namorar" com uma carreira musical. Aparentemente, Leighton tinha tudo para dominar o cenário pop musical: participava de uma série popular entre os jovens e estava iniciando uma carreira consolidada no cinema, mas não foi bem assim que aconteceu...

Leighton Meester, como diva pop, não aconteceu: "Your Love Is a Drug" e "Somebody To Love" foram liberadas. "Somebody To Love" chegou a ganhar clipe, mas, ainda sim, não rolou. A atriz havia despontado como uma promessa, mas parece que ninguém se interessou muito. Em 2009, todo mundo só tinha olhos para uma outra novata, Lady Gaga (não que ela tenha culpa, obviamente, mas foi um ano complicado para o cenário musical). Após isso, Leighton Meester focou no que estava dando certo. Os papéis cinematográficos começaram a melhorar e, em 2010, Leighton participou do musical "Country Strong" ao lado de Garrett Hedlund e Gwyneth Paltrow. O filme em si, também não foi um sucesso, mas redirecionou a carreira de Leighton Meester e, pelo visto, teve um forte impacto em sua música.


Em 2014, finalmente, aconteceu. Leighton Meester resolveu liberar o seu primeiro álbum. Mas, antes disso, a atriz já dava sinais que havia abandonado a ideia de ser uma popstar. Ela havia liberado um cover de Fleetwood Mac, da música "Dreams" e estava gravando algumas coisas com a banda "Check in the Dark". Digamos que, o primeiro álbum da cantora foi, de fato, uma surpresa inesperada.

"Heartstrings" tem uma sonoridade totalmente diferente e traz uma Leighton Meester madura e sincera consigo mesma. Obviamente, tem uma influência forte do country e flerta bastante com o gênero, mas também flerta com o folk e até entrega algo perto do que Fleetwood Mac entregaria. Sua voz é calma e todas as músicas conversam entre si, trazendo uma sincronia perfeita. "Heartstrings", o único single lançado do álbum, acaba sendo a mais interessante. E mesmo que a letra seja uma dor de cotovelo à lá contry music, percebe-se que a música faz sentido. Leighton, definitivamente, não é a mesma cantora de 2009 e, obviamente, não possui os mesmos anseios.

"Heartstrings" é um álbum que merece (e muito) ser ouvido e apreciado. É daqueles álbuns que acabam servindo para qualquer momento, e lugar. Também não foi o sucesso esperado, mas é um dos melhores trabalhos da Leighton e até talvez a sua obra-prima, como cantora. Acredito que ela tenha tido uma sensação de missão cumprida. Agora é torcer para que isso não acabe. O mundo precisa mais do que apenas essas nove músicas. Precisa de muito mais...

28/04/2015

"grey's anatomy" segue sendo imbatível, mesmo após dez anos


241 episódios. Esse é o número de episódios já exibidos até agora, em onze temporadas de "Grey's Anatomy". Se você parar pra pensar, esses duzentos e tantos episódios nem são tanta coisa. Uma novela, por exemplo, exibida aqui no Brasil, costuma ter esse número (daria uns oito ou nove meses de exibição - isso se fosse de segunda a sábado, como costuma ser). Mas são dez anos e praticamente seis meses no ar durante um ano e outro (começa em setembro e termina em maio do outro ano). É muita coisa, muito tempo... Se você parar pra pensar, é, de fato, muito tempo. Claro que não é perdido, mas são dez anos interpretando o mesmo personagem, fazendo a mesma coisa (não necessariamente).

A série já demonstrou sinais de cansaço em sua nona e décima temporada. Até a oitava, é uma delícia. Mas é perceptível que as coisas se perdem no início da nona temporada. Se não me engano, Shonda Rhimes, a criadora da série, tomou conta de "Grey's" até o final da oitava temporada e depois abandonou para cuidar de outros projetos (ainda participava do planejamento e tudo mais, porém, deixou de escrever episódio por episódio), se for verdade, isso explica bastante o declínio da série justamente na nona temporada: a temporada em que Shonda foi respirar novos ares (leia-se Scandal - mas também não posso afirmar com propriedade já que, não achei a fonte disso, mas, lembro que li algo parecido há algum tempo).

 
Em todo caso, o fôlego foi recuperado. A atual temporada, por exemplo, conseguiu recuperar todo o frescor da série. Teve casos médicos interessantes e cada personagem teve a sua história contada, sem pressa. Aliás, demorou quase dez anos, mas aprenderam a dividir melhor o foco dado à história. Praticamente, foi feita uma divisão: cada personagem teve alguma coisa acontecendo, e você sabia disso, mas em cada episódio um personagem ganhava o "foco". Isso já era feito desde a primeira, mas só agora que aconteceu uma melhor divisão (você praticamente sabia, depois de iniciado o propósito daquela história que, depois de alguns episódios, já haveria um fim pra aquilo, em especial). Isso ficou óbvio com o drama vivido pela personagem da Geena Davis.

Outra coisa que merece destaque: a trilha sonora. "Grey's Anatomy" sempre teve uma trilha sonora interessante, mas nunca souberam dosar muito bem isso. Em diversos casos, havia aquela cena super dramática, e do nada, soltava uma música aleatória que quebrava o clima (a música era boa, a cena também, só não havia uma sincronia perfeita). Demorou onze temporadas, mas aprenderam que, cena dramática, precisa de uma trilha instrumental para levar o espectador ao chororô, e não de uma do Foo Fighters.

A direção da série também deu uma melhorada. Se você reparar, o ator Kevin McKidd, que interpreta o Owen Hunt na série, dirigiu diversos episódios. Não sei ao certo, mas tenho a impressão de que a maioria dessa temporada, foi dirigido por ele. E a série teve diversos momentos especiais criados por uma boa direção. Isso, em sintonia com uma boa trilha sonora e atuações, resume em um episódio feito da melhor forma possível, claro. E nessa temporada aconteceu um conjunto de obra: tudo funcionou perfeitamente.


Vale destacar a excelente participação de Geena Davis que há tempos merecia um destaque na carreira (atualmente, ela não vinha fazendo absolutamente nada, tanto na televisão como no cinema, o que é uma pena). A sua personagem teve uma história forte e bem contada e ainda proporcionou um dos melhores momentos da série, de todas as temporadas. Deixou com gostinho de quero mais. Em todo caso, valeu a pena para a própria atriz. Sarah Drew, intérprete da April Kepner, é outra que se destacou bastante (beneficiada por um plot maravilhoso que também poderia ter sido mais extenso para ganhar proporções ainda maiores). Assim como velhos personagens que andavam estagnados como a Callie Torres (estagnada, mesmo sofrendo horrores no sentindo amoroso desde sempre).

E ainda tem o caso Patrick Dempsey. Depois de dez anos, o ator abandonou a série. Quer dizer, ninguém sabe se ele abandonou, se houve algum desentendimento com a criadora da série ou com a emissora, mas o que todo mundo sabe é que... o personagem morreu (nem marquei como spoiler, acredito que você já saiba disso, certo?). Não vou dizer que foi do nada, afinal, o personagem "andava"estranho desde o início dessa temporada. Não estava apareceu em todos os episódios e teve diversos momentos que dava pra perceber que o roteiro não queria beneficiar o personagem (como se quisessem que o espectador realmente torcesse pelo fim do personagem). Em todo caso, a morte em si, foi bonita e bem feita. Representou, sim, um belo final.


Ninguém sabe o que vai ser da série agora, claro. Mas é praticamente impossível a não renovação para a décima segunda temporada. A audiência vai muito bem e tem sim plots maravilhosos para uma temporada sem Derek Sheperd (imagina o sofrimento da protagonista?). Se vai passar de uma décima segunda temporada, é difícil saber, mas, "Grey's Anatomy" merece um fim digno e bem feito. E, pelo visto, se for realmente o fim, a série terá um fim bacana, de novela mesmo, como tem que ser.