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24/02/2024

o recomeço da doutora bridgit mendler


Após quase 4 anos afastada dos holofotes, Bridgit Mendler ganhou novamente destaque nas manchetes dos sites do mundo todo. E foi com uma boa notícia. Na verdade, mais de uma. A atriz e cantora agora é CEO de uma startup. A Northwood Space pretende produzir estações terrestres que se conectam a satélites, tornando a tecnologia mais acessível para empresas espaciais.

No mesmo dia, pelo twitter, Mendler contou aos seus seguidores que agora é mãe de um garoto de 4 anos. O processo de adoção tinha começado em 2021 e foi concretizado no Natal de 2022. A atriz é casada com o engenheiro mecânico, Griffin Cleverly, desde outubro de 2019.


Bridgit, definitivamente, teve os pés no chão e parou na hora que tinha que parar. Provavelmente ela já tinha o desejo de se aprofundar ainda mais nos estudos, mas o momento foi bem certeiro.

Ela vinha de um sucesso interessante da Disney. "Boa Sorte, Charlie" teve 98 episódios e durou de 2010 a 2014. Já fazia parte de uma nova era da emissora e foi, praticamente, a última sitcom a fazer sucesso.


Nesse meio tempo, como toda garota contratada pela Disney, lançou o seu debut álbum. "My Name Is..." foi um ótimo início. As músicas eram maduras e Bridgit mostrava um ótimo potencial para seguir na carreira. Mas 2012 já era um difícil para lançar um álbum puramente pop e adolescente - Lady Gaga tinha acabado de reformular o gênero. 

Após esse momento, a atriz participou da segunda e terceira temporada de "Os Impegáveis". Uma sitcom adulta que fez sucesso, mas não foi pra frente por causa do humorista Chris D'Elia. As acusações de assédio contra o ator começaram nesta época. Obviamente, a série foi cancelada.


Ainda de acordo com o IMDb, Mendler participou de um filme pra TV, "Thin Ice", em 2017 (não consta nem mesmo um trecho disso no youtube). E, em 2019, ela fez a sua última tentativa no campo da atuação: "Feliz Natal e Tal", da Netflix. A sitcom que mostrava uma reunião familiar durante o período do Natal poderia ter rendido mais. Com um elenco forte que contava com Dennis Quaid e Ashley Tisdale, o programa tocava em alguns assuntos atuais e tinha uma "vibe" bacana. O problema é que, ainda assim, parecia datado. Era uma série feita em 2019 que parecia ser feita em 2005 - os recursos também pareciam limitados.

É perceptível que os trabalhos estavam ficando difíceis e a atriz chegou naquele dilema: "tento mais ou....?". Bem, ela não tentou.


Não dava pra ir para a música, Mendler já era uma artista independente e os últimos singles (todos excelentes, aliás) já não tinham nenhuma participação de uma grande gravadora. E, mesmo sendo conhecida, ela não tinha uma carreira tão sólida. E se continuasse como atriz, mesmo sendo muito boa no ofício, provavelmente, iria viver de fazer filmes natalinos e projetos pequenos em serviços de streaming - algo que vem se tornando bem comum, principalmente para atrizes que estão perto dos 30. Não que isso seja ruim, claro, mas acho que todo mundo que sair de casa pra fazer algo "grande", não é mesmo?

Bem, e foi o que ela fez.


Em 2016, Bridgit se formou em antropologia pela Universidade do Sul da Califórnia. No ano seguinte, ela conseguiu uma bolsa no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e continuou na instituição, em 2018, com uma pós-graduação. Ela já é mestre e atualmente faz doutorado em filosofia. Segundo com a página do Linkedin da atriz, ela também faz atualmente um doutorado em Direito, em Harvard.

O instagram da atriz não recebe atualizações desde janeiro de 2022 e, é pelo twitter, que ela alimenta os fãs com algumas informações. Quase sempre é da sua vida acadêmica e, de vez em quando, ela solta algumas promessas de música nova. Dá pra ver que ela sempre está produzindo alguma coisa. Se alguém um dia ainda vai ouvir, aí é outros 500...

A questão é que Bridgit Mendler parece estar muito feliz e, o mais principal, plenamente realizada. Que seja realmente uma lição: recomeçar é importante. Não importa quando, em que momento e com quem. Recomeçar, aliás, é essencial. E isso é uma boa lição vindo da Doutora Bridgit Mendler.

20/02/2024

christina ricci: o renascimento

No último texto publicado neste blog, falei sobre a carreira da Christina Ricci. "Paranoia", filme com 18% de aceitação no Rotten Tomatoes, tinha acabado de ser lançado. Os projetos posteriores não foram felizes. Veio "Fuga do Hospício - A História de Nellie Bly", da Lifetime; a comédia romântica "10 Things We Should Do Before We Break Up" e "Um Amor Após a Vida" - filmes que não chegaram no grande público.

Mas, em 2021, em um mundo quase pós-pandêmico, Ricci finalmente conseguiu uma série pra chamar de sua e, melhor ainda, sucesso de público e crítica. "Yellowjackets" fez o mundo lembrar que Christina Ricci ainda estava ali. E, óbviamente, ela estava ansiosa por isso. Como a maré de sorte nunca vem sozinha, trouxe um papel regular em "Wandinha" - série de sucesso da Netflix -, e uma indicação no Emmy deste ano.


Porém, nem tudo são flores.

Christina Ricci continua em Yellowjackets e também continua em Wandinha, mas o bom momento ainda não reflete na tela grande.

Pôster que consta no IMDb

"The Dresden Sun", ficação científica dirigida pelo novato Michael Ryan, cheira a filme B. Não que isso seja ruim, mas não parece que esse é o intuito (sinopse? "ladrões se juntam para roubar um importante artefato de uma grande corporação"). O longa ainda conta com Mena Suvari (Beleza Americana) - o que já deixa tudo ainda mais duvidoso.

"Unplugged", que também possui um diretor estreante, teve uma sinopse um tanto... duvidosa (também). Uma roqueira enfrenta dificuldades e decide se conectar com a terra em uma missão de autodescoberta, mas ela tenta conciliar com a carreira artística - tal qual Hannah Montana. Se bem que, o longa é uma animação, então talvez venha realmente algo bom (não foi divulgado se será algo infantil ou adulto).

Ainda tem "Guns Up" - que parece ser o mais popular dos projetos futuros listados no IMDb da atriz. Dirigido e roteirizado por Edward Drake,  que possui vários filmes recentes com Bruce Willis como "Invasão Cósmica" e "Emboscada", "Guns Up" retrata uma missão de um ex-policial e pai de família que trabalha como capanga da máfia. Além de Ricci, o longa tem Kevin James e Luis Guzmán.

Não se pode ter tudo, mas é bom ver que a persistência pode resultar em algo positivo. Christina Ricci realmente prova isso.

E o Satélite Assassino, claro, estará vivo para ver essa jornada em uma noite vitoriosa no Oscar. A gente sabe que vai acontecer. Não é?